Uma das principais abordagens de riscos na área ambiental está associada à manipulação de substâncias químicas consideradas altamente perigosas, presentes na atividade industrial, seja na armazenagem e/ou nas diversas formas de transporte.

Há décadas as indústrias e atividades correlatas têm desenvolvido uma abordagem específica em relação às possíveis falhas e perigos oriundos de suas atividades, que possam comprometer a segurança das pessoas e a qualidade do meio ambiente.

Isso visando evitar acidentes de grande impacto, como o que aconteceu recentemente no porto de Beirute (Líbano, 2020), entre outros que se seguiram no mundo, tais como: Bhopal (Índia, 1984), Cidade do Mexico (México, 1984), Cubatão (Brasil, 1984), Chernobyl (Ucrânia, 1986), Piper Alpha (Mar do Norte, 1988).

Através dos estudos de análise de risco é possível estimar e avaliar o risco dessas atividades, avaliando-se a combinação de fatores como a frequência de ocorrência de um acidente e a suas possíveis consequências, bem como propor formas de gerenciamento desse risco.

Os estudos de análise de risco estão atrelados ao licenciamento ambiental de fontes potencialmente geradoras de acidentes ambientais. No estado de São Paulo, estas fontes são licenciadas pela CETESB ou pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA), e com base em critérios previamente estabelecidos os órgãos exigem a apresentação destes estudos, sendo um fator decisivo na viabilidade ambiental de um empreendimento.

A norma CETESB P4.261 – Manual de orientação para a elaboração de Estudos de Análise de Risco, estabelece a forma e o conteúdo do estudo, bem como apresenta os critérios de aceitabilidade adotados pela CETESB na avaliação do risco dos empreendimentos.

A seguir são apresentados os principais tipos de estudos de análise de risco tecnológico:

  • EAR – Estudo de Análise de Riscos: Estudo quantitativo de risco de um empreendimento, baseado em técnicas de identificação de perigos, estimativa de frequências e de efeitos físicos, avaliação de vulnerabilidade e na estimativa do risco.
  • PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos: Define a política e diretrizes de um sistema de gestão, com vista à prevenção de acidentes em instalações ou atividades potencialmente perigosas.
  • PAE – Plano de Ação de Emergência: Define as responsabilidades, diretrizes e informações, visando a adoção de procedimentos técnicos e administrativos, estruturados de forma a propiciar respostas rápidas e eficientes em situações emergenciais.

Previna-se da ocorrência de grandes acidentes de origem tecnológica, através da realização destes estudos.

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